Condenada ao Amor



E as notas mais calmas da sua guitarra, me fizeram delirar, pelos seus olhos enxerguei sua alma, tão serena, dócil, mas protegida por tanta bravura, orgulho, medo, tentei te mostrar que estava lá a cada toque, sussurro, grito, palavra que dissesse, eu estava lá,  tentei chegar perto de seu coração e consegui, e por conseguir fui condenada a ataques, a minha inocência não era suficiente pra você ver que eu só queria seu amor, e depois de tanto tempo tudo se acabou, nós acabamos, mas o amor ficou, no som daquela melodia, e por mais que alguém tentasse ninguém jamais ira toca-lá novamente. Pedi aos céus, supliquei ao mar, que essa dor passasse, criei um oceano em meu quarto, criei orgulho, medo e rancor, os papeis se inverteram, e quem eu não queria ser me tornei, tentei tocar cada vez mais aquela melodia, e a cada vez mais ela ia se perdendo no tempo, como uma velha canção de um cantor falecido, que apenas fica na mente, você e eu perdidas numa guerra chamada amor, atirando em direções opostas, criando barreiras, e nos salvando da morte, por fim decretamos a paz, agora trocamos olhares com pura paixão, mas sem nenhum toque, a melodia foi guardada e tudo que nos resta é olhar para o horizonte e deixar o vento tocar o nosso rosto, relembrando a melodia do nosso amor.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Medo

Escrito com estrelas